Por que é raro partidos brasileiros escolherem seus candidatos em prévias
publicado em: 31/01/2016

Ano de eleição é ano de disputa entre políticos da mesma legenda para saber quem sairá candidato, e no Brasil e essa escolha costuma ser feita a portas fechadas, com muita conversa na cúpula dos partidos. Mas há momentos excepcionais em que a decisão é aberta aos filiados. São as chamadas prévias.

Não é nada parecido com o que ocorre nos Estados Unidos, onde as primárias (as prévias dos americanos) começaram a ser adotadas de forma extensa a partir da década de 1920 a fim de coibir autoritarismo e a corrupção nos partidos. Lá as disputas são abertas e os candidatos realizam uma extensa agenda de debates para a escolha do candidato.

No Brasil, as prévias só ocorrem em último caso. E costumam não trazer grandes surpresas na escolha do nome que irá para a urna.

O primeiro caso famoso de disputa interna pós-redemocratização por aqui ocorreu em 1988, quando Luiza Erundina contrariou o principal líder do PT, Luiz Inácio Lula da Silva, e enfrentou Plínio de Arruda Sampaio pelo direito de se candidatar a prefeita de São Paulo. Erundina venceu a prévia e, depois, a eleição municipal.

Foi um desses raros momentos em que a cúpula de um partido saiu derrotada de uma disputa pré-eleitoral. O próprio Lula já teve de enfrentar prévias. Foi em 2002, quando o então senador Eduardo Suplicy decidiu enfrentá-lo para ver quem seria o candidato à Presidência naquele ano. O líder petista venceu com 85% dos votos e, depois, foi parar no Palácio do Planalto.


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